Marcos & Marcia

 Viagem à República Tcheca (dezembro/2005 - janeiro/2006)


Primavera de Praga

O medo diminuiu e a liberdade política e artística aumentou na Tchecoslováquia dos anos 60. Mudanças ocorreram no comitê central do partido comunista. Alexander Dubcek, um comunista eslovaco que não era muito conhecido na época, tornou-se primeiro secretário do partido comunista. Ludvik Svoboda tornou-se o presidente da Tchecoslováquia.

Dubcek começou a reformar todos os aspectos da vida no país. Na verdade ele estava apenas dando o carimbo oficial nas mudanças de base que já vinham ocorrendo. Não demorou para que jazz, clubs de rock, mini-saias e outros símbolos do imperalismo ocidental começassem a aparecer em todos os lugares mas, especialmente, em Praga onde a cultura prosperava.

As reformas que propiciaram este crescimento da liberdade foram (nas palavras de Alexandr Dubcek) uma tentativa de criar "um socialismo humano", e vieram a ser conhecidas como a "Primavera de Praga". Este movimento também foi considerado terrivelmente ameaçador por aqueles no poder da União Soviética.

Na noite de 20 pra 21 de agosto de 1968, tropas do Pacto de Varsóvia (com excessão da Romania, que recusou a participar) invadiram a Tchecoslováquia, começando um período de 20 anos de ocupação e "normalização". Os soviéticos afirmaram que foram convidados a invadir o país por leais comunistas tchecoslovacos que solicitaram "urgente assistência fraternal contra a contra-revolução".

O president Ludvik Svoboda foi à Moscou em 23 de agosto. Os resultados destas conversas foram resumidos por um memorando de Moscou, no qual a Tchecoslováquia concordava com a presença temporária das tropas soviéticas.

Por volta de 150.000 tchecos e eslovacos fugiram para o ocidente. Muitos dos que ficaram continuaram a protestar contra a invasão. Entre 1969 e 1970, milhares de pessoas foram removidas de seus trabalhos e, como era ilegal estar desempregado, a maioria da elite intelectual do país passou os próximos 20 anos lavando janelas ou chão, alimentando fornos de carvão ou vendendo vegetais ou jornais.

Os líderes bonzinhos dos anos 60 foram banidos e substituídos por radicais linha dura. O novo governo foi um dos mais repressivos de todo o bloco leste. O período seguinte de "normalização" durante os anos 70 e até metade dos anos 80 foi um tempo gélido e triste para a nação. Ativa oposição começou a se formar durante a ocupação de agosto de 1968 e cresceu num movimento underground durante os anos 70.

1977 viu a criaçao do movimento "Carta de 77", formado para monitorar e reportar internacionalmente abusos dos direitos humanos. Seus primeiros porta-vozes foram Vaclav Havel, Jan Patocka e Jiri Hajek. Eles e muitos outros grupos ativamente resistiram ao regime comunista e muitos sofreram longas penas na prisão devido a seus esforços.


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