Marcos & Marcia

 Viagem à República Tcheca (dezembro/2005 - janeiro/2006)


Guerra dos Trinta Anos (1618-1648)

Várias guerras lutadas por várias nações por várias razões, incluindo religiosas, dinástica, territorial e rivalidades comerciais. Suas destrutivas campanhas e batalhas ocorreram por toda a Europa, e, quando acabou com o Tratado da Westphalia em 1648, o mapa da Europa havia mudado de maneira irrevogável.

Embora as lutas que a criaram iromperam alguns anos antes, o começo da guerra é convencionalmente colocado em 1618, quando o futuro Sagrado Imperador Romano Ferdinand II, em sua posição de rei da Bohemia, tentou impor o Catoliscismo em seus domínios, e os nobres protestantes da Bohemia e da Áustria se rebelaram. Depois de cinco anos de lutas Ferdinand saiu vencedor.

Em 1625, o Rei Christian IV da Dinamarca viu uma oportunidade para ganhar um valioso território na Alemanha pra compensar sua prévia perda das províncias bálticas para a Suécia. Christian foi derrotado em 1629, terminando as pretensões da Dinamarca em ser uma potência européia. Mas Gustav II Adolf da Suécia, tento terminado uma guerra de quatro anos com a Polônia, invadiu a Alemanha e convenceu vários príncipes alemãos a se engajarem na sua causa contra aIgreja Católica Romana e seu imperador.

Na Alemanha, o Catolicismo Romano, o Luteranismo e o Calvinismo competiam. Isto resultou num nó górdio de alianças quando príncipes e prelados pediram ajuda a potências estrangeiras. Em geral a luta era entre o Sagrado Império Romano, que era Católico (e aliado aos Habsburgos), contra uma série de cidades e principados protestantes que contavam com as potências anti-católicas da Suécia e Holanda que acabara de se liberar da Espanha. Em paralelo, a França estava numa luta contra os Habsburgos do império e os Habsburgos da Espanha que tentava montar uma aliança anti-francesa. Enfim uma verdadeira confusão!

O principal campo de batalha para todos estes conflitos eram as cidade e principados da Alemanha, que foi cruelmente castigada. Durante a Guerra dos Trinta Anos, muitos dos exércitos eram de mercenários, muitos deles não eram pagos, com isso eles saqueavam os lugares por onde marchavam, deixando as cidades, vilas e campos devastados.

Quando as potências finalmente se reuniram na província de Westphalia, na Alemanha, para acabar com o derramamento de sangue, o balanço do poder na Europa tinha mudado radicalmente. A Espanha não só perdeu a Holanda mas também sua posição dominante na Europa ocidental. A França era agora a principal potência do oeste. A Suécia manteve o controle do Báltico. A Holanda foi reconhecida como uma república independente. Os estados membros do Sagrado Império Romano receberam completa soberania.

A antiga noção de um Império Católico Romano na Europa, liderado espiritualmente pelo Papa e temporariamente pelo imperador, foi permanentemente abandonada, e a estrutura essencial da Europa moderna como uma comunidade de estados soberados foi estabelecida.


     Vaclav      Karl IV      Revolução Hussita      Guerra dos Trinta Anos      Franz Kafka      Primavera de Praga      Revolução de Veludo

 Marcos - home page

 voltar à página principal da viagem à República Tcheca